O mês de julho é um pouco mais triste desde 2017, esse mês vem carregado de nostalgia, amor e uma saudade que NUNCA vai passar.
Por muitos anos tentei me curar dessa dor, mas a cura não é uma linha reta, na verdade ela serpenteia por momentos de alivio e recaídas inesperadas, ela caminha por dias de muitos sorrisos quando ouso a sua voz e as vezes, pelo mesmo motivo minhas lagrimas caem sem que eu consiga conte-las. A cura caminha por dias em que o sol é mais brilhante e pelas noites em que as sombras voltam para sussurrar essas antigas dores e a imensa saudade que sinto de você. Mas entre esses extremos, existe um espaço silencioso que muitas vezes parece imperceptível, a ESPERANÇA.
Essa esperança que não é a certeza de nada, que não é a promessa de nada. Ela é um ato simples que me faz acreditar que mesmo quando tudo está estagnado, alguma coisa dentro de mim segue se movimentando mesmo com meu eixo mudando. A esperança é aquela luz suave que insiste em atravessar as frestas, é a sua voz dizendo que a vida é boa e que tudo vai ficar bem, é o cheiro do café que me desperta e é a lembrança do seu sorriso.
Eu ainda estou na metade do caminho (ou não) para o processo de cura, ainda sinto as feridas de NUNCA ter conseguido te ver pessoalmente pulsarem pelo meu corpo. As vezes tenho recaídas e choro pensando no que você me diria através do seu olhar. Eu ainda comemoro minhas vitórias, Chester, e não importa em que momento eu esteja, nos dias mais difíceis existem os sinais que você deixou. Sim, a vida tem que continuar.
As vezes penso que nunca vou chegar no fim, onde a recompensa é a cura. Porque existe um espaço delicado e pulsante que me trás todos os dias a lembrança do seu sorriso. E apesar de toda a saudade, dor e choro nós sempre teremos a lembrança do seu sorriso.
Espero nunca esquecer de você mesmo que isso me faça chorar as vezes.
Nem por um segundo, Chester, quero esquecer de você.