Oi pessoas, tudo bem?
Eu quase esqueci da TAG das 52 semanas, estou mais que atrasada, mas ainda da tempo de concluir esse desafio. Para relembrar os temas desse desafio é só clicar aqui. Quem sabe no ano que vem vocês fazem também.
Hoje o tema abordado é um pouco mais serio e ele é referente a semana 15 do desafio. JÁ ESTAMOS NA SEMANA 38, VOU TER QUE CORRER PARA CONCLUIR ESSE DESEFIO, mas vai dar certo.
O que que há pior no mundo virtual? Vamos conversar um pouquinho hoje.
Quando pensamos no mundo virtual, logo lembramos das coisas boas que ele nos oferece: a possibilidade de nos conectarmos com pessoas de qualquer lugar, aprender sobre assuntos que antes pareciam distantes, dividir ideias, histórias e até emoções em tempo real. Mas, junto com tantos benefícios, também existem lados sombrios.
Para mim, o que há de pior no mundo virtual não são os algoritmos, nem a quantidade de tempo que passamos conectados. O que realmente me incomoda é a forma como algumas pessoas escolhem interagir: jogando hate sem terminar de ler uma legenda, sem buscar entender o contexto, sem tentar enxergar a intenção de quem escreveu. Confesso que as vezes o contexto é aquele mesmo, mas na maioria das vezes é só a falta de interpretação de texto mesmo.
É assustador como a pressa em julgar parece ser maior que a vontade de compreender. A timeline virou um palco de reações rápidas, mas muitas vezes vazias de empatia. Palavras duras são lançadas como se não tivessem peso, mas têm. Comentários atravessados chegam como flechas em quem está do outro lado da tela e quase ninguém para para pensar nisso. O fato é que algumas pessoas querem ser ouvidas a todo custo, mesmo que custe a vida do outro.
O mais irônico é que vivemos em uma era onde a informação está mais acessível do que nunca, mas, mesmo assim, as pessoas escolhem interpretar pela metade. Lê-se a primeira linha, tira-se uma conclusão e pronto: a sentença é dada. Só que, por trás de cada post, existe alguém real, com sentimentos, histórias e lutas que não cabem em alguns caracteres.
O pior do mundo virtual, portanto, não é a tecnologia. É o uso que fazemos dela. É esquecer que, do outro lado, há seres humanos. Se houvesse mais paciência para ler até o fim, mais curiosidade para perguntar antes de atacar e mais humanidade para lembrar que todos erramos e aprendemos, talvez o espaço digital fosse menos tóxico e mais acolhedor. No fim das contas, não precisamos de filtros melhores ou de redes sociais perfeitas. Precisamos de pessoas mais conscientes. Porque a internet não é um universo à parte: ela é só um reflexo do que carregamos dentro de nós.
E aqui cabe uma reflexão:
“Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se irar”
Tiago 1:19
Talvez se aplicássemos esse versículo também ao mundo virtual, teríamos menos ódio espalhado e mais amor compartilhado.
Um beijo, até a próxima. ❤


