É estranho pensar que nem todos os recomeços vem acompanhados de fogos de artificio. As vezes ele chega em silêncio depois de uma noite mal dormida e olhos marejados. Ele também pode vir sem avisar, empurrado por uma decepção, por um fim que não entendemos direito, ou por aquela sensação incômoda de que algo já não cabe mais.
Mas mesmo assim, há beleza no ato corajoso de continuar mesmo quando estamos com medo. Há beleza na escolha de tentar de novo, mesmo quando estamos exaustos. Há poesia no caos e luz nos escombros de um antigo “eu”.
Recomeçar não é negar o que passou, é acolher as versões antigas da gente com gentileza, e dizer: “obrigada por ter me trazido até aqui”.
Que os recomeços sejam suaves, mesmo quando forem turbulentos. Que eles tenham cheiro de café fresco, gosto de novas promessas e a leveza de quem aprendeu a se amar no processo.
Porque há um tipo de força que só nasce quando tudo parece perdido e mesmo assim escolhemos florescer.

