É estranho pensar que nem todos os recomeços vem acompanhados de fogos de artificio. As vezes ele chega em silêncio depois de uma noite mal dormida e olhos marejados. Ele também pode vir sem avisar, empurrado por uma decepção, por um fim que não entendemos direito, ou por aquela sensação incômoda de que algo já não cabe mais.
Mas mesmo assim, há beleza no ato corajoso de continuar mesmo quando estamos com medo. Há beleza na escolha de tentar de novo, mesmo quando estamos exaustos. Há poesia no caos e luz nos escombros de um antigo “eu”.
Recomeçar não é negar o que passou, é acolher as versões antigas da gente com gentileza, e dizer: “obrigada por ter me trazido até aqui”.
Que os recomeços sejam suaves, mesmo quando forem turbulentos. Que eles tenham cheiro de café fresco, gosto de novas promessas e a leveza de quem aprendeu a se amar no processo.
Porque há um tipo de força que só nasce quando tudo parece perdido e mesmo assim escolhemos florescer.
Eu estava lá, parada no mesmo lugar. Eu estava lá, sem me mover em momento algum. Parada conversando comigo e tentando entender.
Buscado as respostas certas para as perguntas erradas. Tento fechar os olhos e fingir que nada aconteceu mesmo a dor sendo tão forte. Tudo mudou de repente sem que eu saiba o porque. E no fim a culpa sempre cai sobre mim.
Estou cansada de chorar e tentar entender Cansada de ver o bem e o mal refletidos em um só ser.
Tudo que tenho são dúvidas Tudo que sinto é medo
Estou cansada de ter pesadelos Cansada de tudo que me rodeia e de tentarem me mudar Estou cansada de você.
O tempo tem um jeito curioso de nos fazer acreditar que certas dores ficaram para trás. A gente segue, constrói coisas novas, se reinventa. Mas, de repente, um momento nos desarma, nos devolve ao ponto onde achávamos que já não sentíamos nada.
A verdade é que algumas marcas não desaparecem. Elas se tornam parte de quem somos, moldam nossa força e, às vezes, nos fazem questionar se realmente superamos nossos traumas. Mas talvez superar não signifique esquecer, e sim aprender a lidar com o que ficou.
Hoje foi um desses dias em que a ferida se mostrou viva. A felicidade, que parecia constante, se dissipou por um instante. Mas isso não apaga o caminho percorrido, nem diminui a força que carrego dentro de mim. Eu sigo, mesmo nos dias em que a dor faz questão de se lembrar de mim.
Oie pessoas, hoje vou trazer aqui para o blog um passeio que fiz em fevereiro desse ano, conheci o maior templo Budista da América latina, o Templo Zu Lai que fica em Cotia, pertinho de São Paulo. E o endereço (Estrada Raposo Tavares, Km 28) já anuncia um convite para fugir do caos urbano e encontrar equilíbrio.
História: Já que vamos falar de outra cultura, achei justo trazer um pouquinho da história incrível desse lugar que nasceu em 1992 e é ligado a Fo Guang Shan, que é uma organização internacional budista originada em Taiwan. Porém a sua construção que é inspirada na arquitetura da dinastia TANG só começou em 1999 e sua inauguração oficial foi em outubro de 2003. O Budismo Mahayana, mas sobretudo o Budismo Humanista, combinando espiritualidade, cultura, educação e ações sociais.
A beleza e a atmosfera do local deixam tudo mais belo, os jardins zen, as pontes de madeira, os lagos com carpas e tartarugas criam um cenário de contemplação e silêncio sagrado. Outra coisa que me encantou foi a arquitetura típica da china como os azulejos importados, alpendres curvados e artesãos de Taiwan – acrescenta autenticidade ao espaço. Não posso deixar de citar as estátuas imponentes de Buda, salas de meditação com belíssimos interiores e objetos espirituais como incensários, símbolos de pureza e leões guardiões. Me senti na cidade da heroína mais incrível da minha infância, MULAN.
Ano Novo Chinês: Quando estive lá, era ano novo Chinês, de acordo com minhas pesquisas o ano de 2025 é o da Serpente de madeira, sei o que significa? Não! Mas esse detalhe deixou o passeio mais interessante, porque além de está naquele ambiente que me levou diretamente para a China, todos os eventos de dança eram feitos como no pais deles. Além das comidas típicas que eram feitas por eles mesmos, nesse dia comi yakissoba de verdade! Mas existem programações o ano todo como meditação, cerimônias, minipalestras e cursos (Tai Chi, culinária, caligrafia, etc.)
Esse passeio é Livre para visitante e a entrada é gratuita. Se quer saber mais é só clicar AQUI.
O Templo Zu Lai é muito mais que um ponto turístico, ele é um convite para desacelerar, escutar e meditar. Cada passo pelos seus corredores e jardins é um pequeno ritual de reconexão: com o silêncio, com o outro, com o que há de maior dentro de nós. Um lugar onde o sagrado e o cotidiano se encontram com delicadeza, suavidade e profundidade.
Para compensar o fato de eu ter demorado para postar sobre o templo aqui, além das fotos vou deixar o vídeo que postei no YOU TUBE com tudo que falei aqui.
Oie pessoas, tudo bem? Hoje vamos continuar com a nossa TAG das 52 semanas, estamos com 10 semanas de atraso, mas tenho que admitir que esse foi o mais longe que cheguei nessa TAG.
Sem muita enrolação vamos listar algumas coisas que me deixam sem graça e só de pensar em algumas dessas coisas meu rosto já começou a esquentar de vergonha.
Quando todos olham para mim
Pode ser uma apresentação, uma pergunta no meio da aula, ou até um simples “fala um pouco sobre você”. Bate aquele calor, as palavras somem e minha mente entra em modo avião. É engraçado como, mesmo sendo uma pessoa comunicativa em alguns contextos, o olhar coletivo me paralisa. É tipo um “bug do sistema”. E o pior: parece que quanto mais eu tento parecer natural, mais eu travo. Alguém mais aí sofre desse mal?
Quanto canto uma musica errada, mesmo quando estou sozinha.
Tem algo mais constrangedor (e misteriosamente engraçado) do que cantar aquela música com toda a emoção e descobrir que a letra era completamente diferente? Nem precisa ter plateia. Se eu me dou conta sozinha, já fico constrangida comigo mesma. E tem aquelas versões que a gente canta errado a vida inteira. A vergonha é tanta que até minha playlist parece me julgar e é por isso que sempre pego a letra do louvor na internet antes de cantar na igreja.
Quando me elogiam
Receber elogio deveria ser um momento de alegria, né? Mas eu sempre fico meio travada, querendo me esconder atrás de um “obrigado, imagina”, ou tentando mudar de assunto. A verdade é que a gente foi ensinada a não se achar demais, a não parecer convencida, e acabamos não sabendo simplesmente aceitar um elogio com um sorriso e um “obrigada”. Estou tentando aprender, mas ainda fico meio sem saber onde enfiar a cara ou como responder.
No fim das contas, ser sem graça às vezes também é um charme, né? Faz parte de ser humana, de viver com o coração exposto e a mente em constante aprendizado. E se tem algo que aprendi, é que quanto mais a gente ri dessas situações, mais leve tudo fica.
E você? Fica sem graça com o quê? Beijos, até a próxima ❤