Oi pessoas, tudo bem?
Não sei porque demorei tanto para trazer aqui para o blog o tema FARMÁCIA, tendo em vista que eu sou farmacêutica e se tem uma coisa que sempre me perguntam, tanto no balcão da farmácia quanto na vida, é: “Mas esse medicamento genérico é bom mesmo?”
Para mim a resposta é OBVIA, mas entendo que esse sempre será um questionamento da maioria das pessoa e quando se trata da nossa saúde, toda dúvida é válida. Então decidi escrever aqui, nesse cantinho onde compartilho descobertas e vivências, sobre algo que faz parte da minha rotina e da rotina de muita gente. os medicamentos genéricos.
Para começar, vamos entender o que é um medicamento genérico.
O medicamento genérico é uma versão mais em conta do medicamento de “marca”, que é aquele que costuma ser mais conhecido e por isso é mais caro. Eles tem o mesmo principio ativo, dose e forma de uso. Então porque um é mais caro que o outro?
Porque o medicamento genérico não carrega os gastos de marketing e propaganda e todo o estudo feito para a descoberta do novo principio ativo e é exatamente pelo seu baixo custo que muita gente ainda olha desconfiado.
Ah Thailla, mas eles funcionam igual?
A resposta é Sim. E essa é uma das respostas que mais gosto de dar, com o peito cheio de segurança.
Antes de chegar até você, o medicamento genérico passa por testes rigorosos que comprovam a sua bioequivalência. Isso significa que ele age no organismo da mesma forma que o original, na mesma intensidade e no mesmo tempo. O genérico funciona do mesmo jeito. Ele não é “mais fraco”, nem “diferente”. É só uma versão mais acessível para todos e é igualmente eficaz.
Vamos falar um pouco mais sobre o porque esse medicamento é mais barato e isso é um ponto muito importante.
Quando um laboratório descobre um novo medicamento, ele tem o direito de vender com exclusividade por um tempo, nós falamos que ele tem a patente desse principio ativo. Depois que esse período expira, outros laboratórios podem produzir o mesmo remédio, sem pagar royalties por isso.
Sei que já falei isso em alguns parágrafos atras, mas vou dizer de novo para tentar colocar na cabeça de vocês que o preço do genérico é menor porque ele não carrega esse custo inicial de pesquisa e desenvolvimento. LEMBRANDO que o conteúdo terapêutico continua o mesmo.
Entendemos que o medicamento é igual, mas a embalagem é diferente e isso é uma exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As caixas dos genéricos são bem padrão, com aquela faixa amarela e a letra “G”, para facilitar a identificação e dar mais transparência ao consumidor.
Eu como farmacêutica, sou treinados para orientar sobre essas diferenças e tirar dúvidas na hora. Assim como estudam anos para descobrir um novo fármaco, eu também estudei por alguns anos para te orientar então pode perguntar, viu? Saúde também é educação e consciência.
Para finalizar nosso papo de farmácia, escolher um medicamento genérico é, muitas vezes, escolher continuar um tratamento que caberia no bolso. É democratizar o acesso à saúde sem abrir mão da qualidade. Então da próxima vez que te oferecerem o genérico, lembre-se: ele não é um “plano B”, ele é uma opção segura, aprovada e recomendada.
Informação também é cuidado.